A luta pelo poder na FIFA promete ganhar novos contornos nos próximos meses. Gianni Infantino enfrenta uma crescente contestação à sua liderança, com a UEFA e outros setores do futebol internacional a questionarem algumas das decisões tomadas pela atual direção do organismo que tutela o futebol mundial.
O cenário político dentro da FIFA tornou-se ainda mais delicado depois de várias federações e confederações levantarem críticas à forma como Infantino tem conduzido a organização. A própria FIFA reagiu recentemente às acusações, defendendo o trabalho do presidente e denunciando aquilo que considera ser uma tentativa de enfraquecer a sua liderança.
Ex-Sporting entra na equação
Neste contexto, um antigo jogador do Sporting surge associado à disputa que está a ganhar força nos bastidores. A utilização da figura de um ex-leão acrescenta uma dimensão portuguesa a uma batalha que, até aqui, tem sido essencialmente institucional.
O momento acontece numa altura em que a sucessão na presidência da FIFA começa a ser discutida com maior intensidade. O prazo para apresentação das candidaturas termina a 18 de novembro de 2026, seguindo-se a eleição pelo Congresso da FIFA, que reúne as 211 associações-membro.
UEFA aumenta pressão
A relação entre Infantino e a UEFA atravessa um período particularmente tenso. Em agosto, surgiram informações sobre uma possível iniciativa para contestar a liderança do suíço, incluindo a discussão de uma eventual moção de censura.
A CONMEBOL também assumiu recentemente uma posição crítica perante determinadas decisões da FIFA, defendendo o respeito pelos mecanismos institucionais e pelo diálogo entre as diferentes estruturas do futebol mundial.
Eleição promete dividir o futebol
Com a aproximação do processo eleitoral, a disputa pela presidência da FIFA deverá intensificar-se. Infantino procura manter o controlo da organização, enquanto os seus opositores tentam reunir apoios suficientes para apresentar uma alternativa.
O envolvimento de figuras ligadas ao futebol português e ao Sporting mostra que a batalha já ultrapassa as fronteiras das grandes confederações e poderá transformar-se numa verdadeira guerra política pelo comando do futebol mundial.
A eleição da presidência da FIFA será, assim, um dos grandes acontecimentos institucionais do futebol internacional em 2026.
